terça-feira, 12 de maio de 2020

Plenária Virtual Dos Trabalhadores Da Companhia Águas De Joinville

No di
a 4 de maio, aconteceu a Plenária Virtual do Sintraej com os Trabalhadores da base da Companhia Águas de Joinville, entre participantes diretos e indiretos da Empresa.

Neste dia os trabalhadores afirmaram a necessidade da continuidade do trabalho home office. Também foi sugerido, que as atividades atingidas pelo trabalho presencial, sejam alternadas, em uma semana em casa e outra na empresa.

Os trabalhadores concordaram também e afirmaram a necessidade de aplicação das 6 horas de trabalho sem redução de salários e benefícios. A empresa tem ganhos diversos, em especial, em dois turnos terá 4 horas a mais por dia de trabalho e atendimentos. Terá diminuição do uso de veículos e da estrutura da empresa pois não terá horários de refeições de 1 hora e meia como praticado.

Também foi denunciado que em caso de morte ou complicações da Covid-19, o seguro contratado pela empresa não cobre com os custos, ficando os custos para a Empresa. Diminuindo as horas de exposição, diminuirá o nexo casal com o trabalho (doença relacionada ao trabalho).

O momento de uma pandemia pelo Corona Vírus que estamos vivendo, poderemos ver um desenvolvimento de um movimento político capaz de paralisar todos os setores da economia e exigir as medidas necessárias para defender a vida, os salários, os direitos e as conquistas

A paralisia das centrais sindicais combinada com a capitulação de suas direções com a burguesia, bloqueiam o desenvolvimento de um movimento político capaz de organizar os trabalhadores para lutar por suas conquistas.

Os trabalhadores e trabalhadoras da Companhia Águas de Joinville precisam de unidade e organização para cobrar a negociação coletiva e se preparar para o enfrentamento pois do governo federal ao municipal já estão falando em não dar reajustes.

sábado, 9 de maio de 2020

A Incrível Carta De Um Ex-Escravo Americano Para Seu Ex-Escravizador


 Em agosto de 1865, um certo Coronel P. H. Anderson, de Big Spring, Tennessee, escreveu a seu ex-escravo, Jourdon Anderson, e requisitou que o mesmo voltasse a trabalhar em sua fazenda. Jourdon – que após ter sido alforriado tinha se mudado para Ohio, encontrado trabalho pago e agora estava sustentando sua família – respondeu espetacularmente através da carta abaixo:
Dayton, Ohio
07 de agosto de 1865
Ao meu antigo senhor, Coronel P. H. Anderson, Big Spring, Tennessee
Senhor: eu recebi sua carta, e fiquei feliz por saber que o senhor não esqueceu Jourdon, e que me quer de volta para viver com você novamente, prometendo me tratar melhor do que qualquer outra pessoa pode. Eu sempre me senti preocupado com você. Achei que os ianques teriam te enforcado há bastante tempo, por esconder os rebeldes que foram encontrados em sua casa. Suponho que eles nunca souberam que você foi à casa do Coronel Martin para matar o soldado da União que foi deixado por sua Companhia no estábulo. Apesar de você ter atirado em mim duas vezes antes de eu te deixar, eu não queria ouvir sobre você ter sido machucado, e estou feliz por saber que você ainda está vivo. Me faria bem voltar para a velha casa novamente, e ver a Senhora Mary e as Senhoritas Martha e Allen, Esther, Green e Lee. Mande o meu amor a todos, e diga a eles que eu espero que nos encontremos num mundo melhor, se não nos encontrarmos nesse. Eu teria voltado para vê-los todos quando estava trabalhando no Hospital de Nashville, mas um dos vizinhos me disse que Henry pretendia atirar em mim se ele algum dia tivesse uma chance.
Eu queria particularmente saber qual é a boa oportunidade que você propõe me dar. Eu estou indo razoavelmente bem aqui. Ganho 25 dólares por mês, mais provisões e roupas; tenho uma casa confortável para Mandy, – o pessoal aqui a chama de Senhora Anderson, – e as crianças – Milly, Jane e Grundy – vão à escola e estão aprendendo bem. O professor diz que Grundy tem vocação para pastor. Eles vão à escola dominical, e Mandy e eu estamos indo à igreja regularmente. Nós somos tratados gentilmente. Algumas vezes, nós ouvimos os outros dizendo, “Essas pessoas de cor eram escravos lá no Tennesse”. As crianças ficam sentidas quando escutam tal coisa; mas eu digo a eles que não foi nenhuma desgraça pertencer ao Coronel Anderson no Tennessee. Muitos crioulos aqui ficariam orgulhosos, como eu era, de chamá-lo mestre. Agora, se você escrever e disser qual salário vai me dar, eu poderei decidir melhor se será vantajoso para mim me mudar de volta.
Sobre a minha liberdade, que você diz que eu posso ter, não há nada a ser ganho nisso, já que eu ganhei meus papéis de alforria em 1864 do General Marechal do Departamento de Nashville. Mandy diz que ela tem medo de voltar sem prova de que você está disposto a nos tratar justa e gentilmente; e nós achamos que devemos testar a sua sinceridade pedindo-lhe que nos envie os nossos salários do tempo em que lhe servimos. Isso nos fará esquecer e perdoar velhas mágoas, e confiar na sua justiça e amizade no futuro. Eu lhe servi fielmente por 32 anos, e Mandy por 20 anos. A 25 dólares por mês para mim, e 2 dólares por semana para Mandy, nossos ganhos somam 11.680 dólares. Some a isso os juros pelo tempo que nossos salários foram retidos, e deduza o que você pagou por nossas roupas, as três visitas que o médico fez a mim, e o dente extraído da Mandy, e o balanço mostrará que é justo para nós recebermos. Por favor, mande o dinheiro pelo Adam Express, aos cuidados de V. Winters, Esq., Dayton, Ohio. Se você falhar em nos pagar pelos nossos serviços leais do passado, nós só poderemos ter pouca fé em suas promessas para o futuro. Nós confiamos que o Criador tenha aberto seus olhos para todo o mal que você e seus pais fizeram a mim e aos meus pais, ao nos tratar como animais de carga por gerações, sem recompensa. Aqui eu recebo o meu salário a cada noite de sábado; mas no Tennessee nunca houve dia de pagamento para os negros, não mais que para os cavalos e as vacas. Certamente haverá um dia de acerto de contas para aqueles que negam ao trabalhador o seu pagamento.
 Ao responder essa carta, por favor diga se haverá alguma segurança para Milly e Jane, que estão crescidas agora, e são ambas belas meninas. Você sabe como foi com a pobre Matilda e Catherine. Eu prefiro ficar aqui e passar fome – e morrer, se preciso – do que ter minhas meninas abusadas pela violência e safadeza de seus jovens mestres. Por favor, indique também se foi aberta alguma escola para pessoas de cor em sua vizinhança. O grande desejo da minha vida agora é dar às minhas crianças uma educação, e vê-las criar hábitos virtuosos.
Diga “olá” ao George Carter, e agradeça a ele por tomar a pistola da sua mão quando você estava atirando em mim.
Do seu antigo servo,
Jourdon Anderson.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

TRABALHADORES DO MUNDO UNÍ-VOS!


A Internacional é um hino internacionalista, sendo também uma das canções mais conhecidas de todo o mundo. A letra original da canção foi escrita em 1871 por Eugène Pottier, que havia sido um dos membros da Comuna de Paris. Em 1888, Pierre De Geyter transformou o poema em música.

Ela se popularizou em 1892 na Segunda Internacional e em 3 de novembro de 1910 se converteu no hino de todos trabalhadores. Em 1919 Lenin a oficializa na Terceira Internacional e se converte em Hino Nacional da União Soviética até 1943. 
A Internacional foi traduzida em inúmeros idiomas. A canção é tradicionalmente cantada com o punho fechado ao ar. 

Seu refrão: C'est la lutte finale. / Groupons-nous et demain / L'Internationale / Sera le genre humain
Que, traduzindo livremente, significa, "Esta é a luta final. / Vamos nos juntar e amanhã / A Internacional / Irá envolver toda raça humana" 
A tradução mais usual costuma ser: Bem unidos façamos, / Nesta luta final, / Uma terra sem amos /A Internacional.

Em muitos países europeus, a canção foi considerada ilegal no início do século XX.
Apesar de estar associada aos movimentos socialistas, A Internacional é o símbolo da organização e luta dos trabalhadores em todo o mundo!
Para ver a letra na íntegra clique aqui!

terça-feira, 5 de maio de 2020

Senadores Congelam Salários dos Funcionários Públicos



Os Senadores se reuniram em pleno sábado (2) para  aprovar o congelamento de salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais e dos membros dos três Poderes até dezembro de 2021.
A justificativa é a compensação a estados e municípios pela perda de arrecadação provocada pela pandemia de coronavírus.
Os Estados e Municípios ficam proibidos de reajustar salários, reestruturar a carreira, contratar pessoal (exceto para repor vagas abertas) e conceder progressões a funcionários públicos por um ano e meio.
Foram excluídos do congelamento os servidores da saúde, da segurança pública e das Forças Armadas.
O Estado burguês mais uma vez sacrifica os trabalhadores para salvar a economia.
Até agora nada de sacrificar os mais ricos com a taxação das grandes fortunas, ou congelamento ou redução das verbas dos gabinetes dos deputados, governos, juízes ou militares. Redução dos salários desses senhores de colarinho branco nem pensar!
Deixar de pagar os juros da dívida aos banqueiros que consome quase a metade do PIB (toda riqueza produzida no país) para investir em saúde ou garantir os empregos não é cogitado.
Enquanto os trabalhadores se amontoam nas filas de bancos expostos a pandemia para receber míseros 600 reais, os bancos receberam prontamente ajuda de R$ 1,3 trilhões de ajuda financeira para salvar a economia.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores

Nada mais oportuno escolher o 1º de maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores para lançarmos o "Resistência Operária" como espaço de diálogo. 
Estamos vivendo um período onde a classe trabalhadora sofre ataques de todos os lados, seus direitos, conquistados com tanta luta e sangue de companheiros e companheiras, são jogados no lixo praticamente sem resistência. Por isso decidimos resgatar essa data tão importante para nossa história, e esperamos que se sinta a vontade para compartilhar sua experiência de luta, além de denunciar a exploração diária sofrida por todos.


A origem do 1º de maio está ligada a luta da classe operária pela redução da jornada de trabalho. 
No século XIX, início do século XX, era de 16, 14, 12 horas de trabalho diário. 
Sem direito a descanso remunerado, sem direito a férias, aposentadoria, seguro acidente ou seguro doença. Com o surgimento em 1864, sob a inspiração de Karl Marx da Associação Internacional dos Trabalhadores, a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias se tornou a principal bandeira da classe operária mundial.
A história do Dia do Trabalhador está relacionada a uma manifestação realizada no ano de 1886 em Chicago, Estados Unidos, na qual milhares de pessoas reivindicavam a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, oito horas de descanso e oito horas de estudo.
A partir deste dia, houve uma greve geral nos EUA que se estendeu a mais de cinco mil fábricas e cerca de 240 mil trabalhadores. Houve vitórias em alguns setores, e patrões tiveram de ceder as reivindicações. mas em Chicago, houve um grave confronto. 
Trabalhadores foram atacados pela polícia. Foi declarado estado de sítio, sindicatos foram fechados, milhares de operários presos. 
Os patrões exigiram o julgamento e condenação dos líderes do movimento. Foi montada então uma farsa jurídica e selecionadas oito das principais lideranças grevistas.
Terminado o processo, em 1887, quatro deles foram enforcados, o quinto apareceu morto na sua cela. 
Seis anos depois, o processo foi anulado por conta de todas as suas irregularidades e os três que ainda estavam presos foram libertados.
A partir daí, a luta pelas 8 horas diárias de trabalho não parou. Em 20 de Junho de 1889, reunida em Paris, a Segunda Internacional Socialista decidiu, convocar uma manifestação anual com o objetivo de conseguir o que queriam.
O Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores é uma referência de organização contra a exploração dos capitalistas, TRABALHADORES DO MUNDO UNÍ-VOS!

BEM VINDO AO RESISTÊNCIA OPERÁRIA!


Seja bem-vindo(a) ao nosso espaço de organização e compartilhamento de análise, experiências e organização!
O Resistência Operária é formado por trabalhadores de base e lideranças na luta pela Liberdade, Unidade e Independência Sindical.
Lutamos em defesa das reivindicações, direitos e conquistas da classe trabalhadora e contra a política de colaboração de classes com os patrões.
Enfrentamos todos os ataques dos capitalistas e daqueles que passaram para a defesa do capital.
Junte-se a nós para construir um mundo onde não haja mais exploração do homem pelo homem. Um mundo socialista onde possamos viver um período de verdadeira evolução da humanidade!

NÃO BAIXAR A CABEÇA DIANTE DOS ATAQUES AOS NOSSOS DIREITOS E POSTOS DE TRABALHO!